Esta semana o NEG esteve à conversa com um ex-aluno da licenciatura de Gestão, Tiago Silva, que terminou o curso no ano anterior. Durante o seu percurso académico dedicou-se ao associativismo e representou os estudantes sendo representante da Comissão de Curso e 1.º Secretário da Mesa de RGM.

Aqui vais encontrar o testemunho de um estudante multifacetado, que integrou vários projetos e hoje já progride no mercado de trabalho! Lê a sua experiência e fica atento aos seus conselhos.

  1. Terminaste a licenciatura em Gestão no ano de 2017 e entraste no mundo empresarial no Grupo Martins como Analista de Gestão de Negócios pouco depois. Como foi o teu ingresso no mercado de trabalho? Sentiste algumas dificuldades?

O meu ingresso no mercado de trabalho deu-se de uma forma bastante calma visto que, por um lado, possuía uma rede de contactos bastante alargada que me permitiu estar a par de várias oportunidades e, por outro, tinha e tenho um autoconhecimento bem desenvolvido. Tal ajudou-me a ‘vender-me’ de forma mais eficaz aos recrutadores, clarificando os meus pontos fortes e explicitando os aspetos que poderia desenvolver. Este reconhecimento e assunção dos meus pontos fracos potenciou, ainda, a criação de estratégias para os mitigar, quer a nível pessoal quer em contexto de trabalho.

2. Sentes que há algo em falta no curso de Gestão? Se sim, o quê?

A licenciatura em Gestão da UA é bastante abrangente na área e até relativamente prática quando comparada com outras universidades e, na minha opinião, isso representa, sem dúvida, uma mais valia para o futuro pois saímos para o mercado de trabalho mais polivalentes. No entanto, penso que a licenciatura poderia estar mais direcionada também para o futuro dos negócios apostando em algumas unidades curriculares que façam com que os alunos acompanhem as tendências dos mercados e antecipando possíveis soluções para os problemas atuais.

3. Como descreves o teu percurso académico? Mudarias alguma coisa?

O meu percurso académico correu dentro da normalidade e dos objetivos a que me tinha proposto atingir, portanto estou bastante satisfeito com todo o caminho percorrido.

4. Qual a tua opinião sobre o associativismo?

O associativismo é essencial para toda e qualquer sociedade e só através da junção de ideias e do trabalho conjunto é que conseguimos chegar ainda mais longe. Do ponto de vista pessoal, através do associativismo podemos crescer imenso principalmente em termos de soft skills, isto é, de competências e aptidões como o pensamento crítico, a inteligência emocional e muitas outras que são cada vez mais valorizadas no mercado de trabalho.

5. Durante os teus anos de estudante universitário foste membro da Aveiro Smart Business e da Engenius. Que competências te proporcionou? Sentes que te valorizou e preparou para o mercado de trabalho?

Sim, sem dúvida. Pertencer a estas duas organizações fez com que hoje seja um melhor profissional, pois preparou-me para muitos dos desafios diários que hoje enfrento visto que com esses cargos desenvolvi imenso as minhas capacidades de organização, de gestão de tempo ou até mesmo de resolução de problemas que são fundamentais na execução de qualquer tipo de trabalho.

6. Foste representante dos estudantes como 1.º Secretário da Mesa de RGM e como representante da Comissão de Curso nos três anos da licenciatura. Qual é para ti a relevância destes cargos? O que aprendeste?

Penso que ao exercer as minhas funções nestes cargos consegui aprender a lidar melhor com as pessoas e desenvolver as minhas capacidades de argumentação e de gestão de conflitos. Principalmente o cargo de representante da comissão de curso envolve muitas responsabilidades sendo que, como voz ativa de todos os meus colegas, tive a oportunidade de marcar pela diferença e tentar contribuir, sempre que possível, para a melhoria do nosso curso no sentido de que, no futuro, a licenciatura em gestão da UA fosse ainda mais uma referência a nível nacional.

7. Como encaras a importância da gestão de tempo, quer a nível profissional, quer pessoal?

A gestão do meu tempo é fundamental na minha vida quer a nível pessoal quer profissional e para isso, em primeiro lugar, penso que temos de definir, claramente, qual a nossa ordem de prioridades e, de seguida, de procurar ser o mais eficientes possíveis na execução de qualquer tarefa. Assim, ao sermos mais eficientes, por exemplo, no aproveitamento de tempos mortos, é possível realizar mais tarefas do que inicialmente previsto.

8. Na tua opinião, quais as skills mais importantes na atualidade para quem ingressa no mercado de trabalho?

As soft skills são, sem dúvida, as mais importantes e mais procuradas pelas empresas na atualidade, sendo que, para mim, as mais importantes passam pela organização, o pensamento critico e a gestão de pessoas.

9. Que conselhos dás a quem está a terminar o curso e pretende entrar no tecido empresarial?

Na minha opinião, é fundamental que esta entrada no tecido empresarial seja preparada desde o primeiro ano da licenciatura através da recolha de contactos criando assim uma rede mais alargada que poderá abrir muitas portas. Por outro lado, considero importante que sejam proativos ao longo da vossa licenciatura procurando fazer parte de vários projetos que vos ajudarão a estar mais preparados para todos os desafios do mercado de trabalho.