Francisco Silva- Maribor

   Quando se ouve a palavra “Erasmus” uma imensidão de pensamentos invadem a cabeça. Para os que nunca viveram a experiência, incerteza, desconhecimento e indefinição devem ser certamente os conceitos mais comuns… pelo contrário, para os que já sentiram Erasmus, nostalgia e saudade apoderam se de nós! 

   Fiz erasmus em Maribor, a segunda maior cidade da Eslovénia, no segundo semestre do ano letivo 2018/2019. Embarquei sozinho nesta aventura e, sem dúvida, que isso não pode ser impedimento para ninguém! As maiores dificuldades consistiram nos primeiros 3 dias, porque por mais preparados que possamos estar, uma adaptação destas nunca é fácil, mas da mesma forma que tudo parece tão estranho ao início, do nada fica tudo tão familiar.

   Relativamente ao país não existem muitas diferenças face a Portugal: o custo de vida é bastante semelhante e é um país super seguro e desenvolvido. A grande diferença está nas pessoas, principalmente no inverno, que são muito mais fechadas e frias em relação à generalidade dos portugueses. Quanto à faculdade de economia, era de elevado nível, bastante moderna, com um ensino muito especializado para os estudantes internacionais, e com um gabinete de relações internacionais espectacular que fornece, desde cedo, qualquer informação que precises! Além disso, existe um sistema de cupões no ensino esloveno que permite ter acesso a refeições bastante baratas (algumas mesmo gratuitas) pelos restaurantes da cidade e a Eslovénia tem uma localização perfeita para quem gosta de viajar, tendo estado em 9 países nesse só semestre!

   É fácil de perceber que recomendo esta experiência a toda gente, e é sem exceção que este feedback, como todos os outros sobre Erasmus, incide nos mesmos clichés: sobre sair da nossa zona de conforto, conhecer novas culturas e ter novas experiências. É algo que faz alguma confusão, pois como é possível que diferentes pessoas, que vão para diferentes lugares tenham todas feedbacks tão semelhantes… No fundo é por isso que esta experiência é tão enriquecedora, o mais importante não é o local para onde vamos, nem a companhia que levamos, mas sim o espírito que se vive!