Beatriz Domingues- Finlândia

   O meu nome é Beatriz Domingues e desde que entrei na Universidade tive o objetivo de realizar Erasmus. Escolhi realizá-lo no 2º semestre do 2º ano, uma vez que, apesar de faltar a um Enterro senti que era o semestre mais “apagado” do percurso académico, pois, queria passar todo o meu último ano com os meus amigos em Aveiro, e, assim, aquele momento seria o indicado para realizar tal aventura.

   Uma das primeiras coisas que tive de refletir quando pensei em fazer Erasmus foi qual o tipo de Erasmus que queria fazer! Se queria ir para um sítio barato, para um sítio onde houvesse grandes festas, para um sítio barato para visitar ou até para um sítio com uma cultura que me entusiasma se de diferente que era. Assim decidi que para mim os pontos fulcrais seriam conhecer vários sítios que seriam um pouco difíceis de conhecer noutras situações e, por isso, desde cedo decidi apostar nos países nórdicos. Uma vez que na península escandinava apenas havia universidades com acordo na Finlândia decidi ir para esse país e escolher uma universidade perto de Helsínquia para conseguir estar um pouco mais próximo de tudo.

   Com base na decisão que tomei, percebi logo que nenhum dos meus amigos estava entusiasmado para ir para tal sítio, mas claro que isso não me fez deixar de realizar esta aventura porque ainda tornava mais especial para mim desafiar-me sozinha rumo ao desconhecido.

   Agora, falando propriamente sobre a experiência de Erasmus que realizei tenho a referir que no que diz respeito às aulas do país a abordagem às mesmas é muito diferente de Portugal, uma vez que é considerado o melhor sistema de ensino mundo. Assim, a universidade tem condições muito diferentes daquilo a que estamos habituados e é isso que faz com que a experiência se torne ainda mais única.

   Por outro lado, em relação aos sítios que visitei sinto que todos foram incríveis e que tive oportunidades únicas, como ira São Petersburgo, à Lapónia, às ilhas norueguesas e a todas as capitais de países das proximidades! Para além disso, nestas viagens pude cumprir vários marcos da minha bucket list, como ver Northen Lights, andar de renas e huskies, poder mergulhar no Oceano Ártico e ainda no Mar Báltico.

   Por último, mas não menos importantes, foram as pessoas, aquelas que fizeram a experiência de Erasmus inesquecível! Claro que ao ir sozinha este fator foi ainda mais importante e fez me conhecer ainda melhor as pessoas de todos os continentes que estavam na mesma posição que eu! Quer as minhas maravilhosas colegas de casa, uma francesa, uma peruana e outra coreana, que nos unimos em Kannelmaki e que até hoje falamos regularmente! Mas para além delas, e com a ajuda da ESN, tive a oportunidade de conhecer muito mais gente de todos os cantos do mundo que tornaram a minha experiência mais rica.

   Posto isto, e em jeito de conclusão, espero que quem leia este meu testemunho perceba que cada experiência de Erasmus é única à sua maneira e que quem quer realizar a mesma deve pensar em si próprio e não se prender por nada porque é algo que só se vive uma vez e que nos marca de uma forma indescritível!