Bárbara Castro – Bratislava

  A minha experiência de Erasmus aconteceu no 2ºsemestre do 2ºano, em 2019, e escolhi a Comenius University in Bratislava, Eslováquia para ser a minha “host university”. A razão pela qual escolhi esta universidade em específico foi porque um dos meus principais objetivos era viajar, e a localização de Bratislava na Europa é perfeita para poder explorar o máximo de países possíveis em pouco tempo, além de ser uma cidade com um nível de vida bastante semelhante ao de Portugal.
  Toda a gente tem uma razão específica para entrar na aventura que é o Erasmus. Há quem queira melhorar o nível de inglês, há quem prefira a localização perfeita para as melhores festas, outros escolhem determinada universidade pelo seu prestígio. Além de querer viajar muito, eu queria diversificar o meu grupo de amigos, conhecer histórias, culturas novas e completamente distintas da cultura portuguesa. Outro dos meus objetivos era partir para esta aventura completamente sozinha e a depender unicamente de mim, por isso decidi não ir acompanhada, que é algo que não me arrependo de todo, pois é uma maneira de sair da zona de conforto e nunca ter a oportunidade de me acomodar!
Estudar noutro país e noutra universidade é realmente diferente! Não existem os 15 minutos académicos como na UA, todos os professores são bastante rígidos quanto aos horários, sendo que a partir do momento em que entram na sala, fecham a porta e já ninguém pode entrar. Sendo um país com outros costumes, os eslovacos começam o dia bastante cedo, por volta das 6:30/7:00 da manhã e acabam o dia de trabalho por volta das 16:00, por isso as aulas podem começar às 7:30, algo que foi bastante difícil de assimilar, no meu caso, sendo que as aulas não são de 2 horas, mas de 1:30 ou 45 minutos cada.
Apesar do horário, toda a experiência na Comenius University foi bastante positiva. A universidade está extremamente bem preparada para receber os alunos de Erasmus, pois todas as aulas que nos oferecem são realmente em inglês, algo que não acontece na UA. Além disso, os próprios alunos eslovacos têm a possibilidade de fazer parte das turmas de Erasmus e aprender tudo em inglês, sendo efetivamente positivo para ter um contacto mais próximo com outros tipos de ensino e para comunicar com estudantes de outros países.
Estudar na Eslováquia é uma aventura constante. A adaptação ao país é desafiante, pois praticamente ninguém fala inglês e aprender eslovaco é realmente difícil, então a comunicação não é muito fácil! No supermercado os produtos normalmente não têm rótulos em inglês, por isso é um desafio conseguir distinguir os produtos, e pedir ajuda aos funcionários também não é aconselhável, porque a comunicação 90% das vezes baseia-se em gestos, então nenhuma das partes acaba por se entender.
Se tivesse de identificar a maior dificuldade, seria sem dúvida a língua e a comunicação. Ao fim de umas semanas, começamos a saber identificar certas palavras-chave para usar no dia a dia, mas acaba por não ser suficiente, porque os eslovacos não são calorosos de todo, não se esforçam para nos entender nem nos tentam integrar na comunidade deles, então nunca nos sentimos muito bem vindos no país.
Apesar de tudo isto, o Erasmus é a experiência de uma vida. Conheci pessoas de todos os continentes, fiz amigos para a vida, aprendi imenso sobre os países deles, partilhamos pontos de vista e hábitos completamente distintos. Aprendi com a bondade dos japoneses, com o sentido de grupo dos espanhóis, com a alegria contagiante dos italianos, com as receitas dos franceses, com a devoção religiosa dos turcos, com a vida difícil dos egípcios, com a sabedoria dos gregos.

No fim da experiência somos pessoas diferentes, mais completas. Por isso, se me perguntarem se recomendo o Erasmus? Claro que sim!!

Let`s Talk Business: Problem Solvers

No passado dia 28 de outubro, ocorreu o momento principal da primeira edição do Let’s Talk Business, com o tema Problem Solvers. A RoundTable sobre o tema contou com os convidados João Pinho, da Sonae, Cristina Correia e Jorge Quintaneiro, da Prio, e Márcio Colunas, da Sword Health.

A grande conclusão deste conversa foi que o principal requisito para se ser empreendedor é ter capacidade de resolução de problemas, que podem surgir nos mais variados contextos.

 

No caso de Márcio Colunas, a Sword Health surgiu como uma solução para problemas existentes na sociedade, mais propriamente um problema que lhes foi próximo. Um dos cofundadores sofreu um acidente que lhe trouxe a necessidade de cuidados permanentes, o que apenas existia em Cuba. Pegando na necessidade, criaram um serviço que ajudasse nessa prestação de cuidados, um protótipo que foi sendo aperfeiçoado e passou a ser usado por outras pessoas, criando impacto na sociedade.

 

O empreendedorismo pode também surgir dentro de uma grande empresa, através da inovação e intraempreendedorismo, como nos mostraram Cristina Correia e o Jorge Quintaneiro. A Prio, através do Programa “Top Ideas”,  incentiva os seus trabalhadores a serem empreendedores e reconhece o valor das start-ups, que mostram muita iniciativa e alia-se a estas, financiando-as para que as suas ideias ganhem “pernas para andar”.

 

Devido à grande e crescente importância da inovação, empresas como a Sonae criam departamentos com a função de prever problemas futuros e antecipar a sua solução, como nos veio contar João Pinho. 

Para prever o futuro, existem equipas das mais diversas áreas (económica, de mercado,…) mas o futuro nunca deixa de ser incerto, sendo que as únicas constantes são a mudança e o foco no cliente.

 

No entanto, apesar da necessidade identificada e da solução encontrada, é preciso perceber se está, de facto, a resolver o problema. Para isso, a Sonae criou uma plataforma em que lançam produtos em pequena escala para testar as reações dos clientes e um comité da inovação de todas as áreas da SONAE que, de três em três meses,

debate as soluções que implementam e analisam se foi a melhor, entre outras. Também a Prio testa os seus serviços com, por exemplo, sensores, calculando a taxa de utilização, e a Sword Health testa diretamente com os clientes, “arriscando, experimentando e aprendendo com os erros”.

 

Tanto a Sword Health como a Sonae afirmam que errar é uma forma de aprender, não apresentando grandes receios no que toca a inovações, no entanto, a Prio diz que o seu departamento de inovação, por ser recente, ainda não lida tão bem com problemas que possam surgir, admitindo que “é difícil sair da produção e logística do dia a dia para inovar e

experimentar, falta-nos um bocadinho isso“.

 

Um produto cresce quando, segundo Marco Colunas, a equipa que trabalha nele é uma equipa capaz, que se entreajuda, autodidata, sem medo de arriscar e motivada. Para a Sonae, um produto tem sucesso se for criado tendo em atenção as preferências dos clientes, que estão em constante mudança e requerem muita agilidade das equipas. Igualmente interessante é a ideia de que o ideal é confiar em quem tem contacto direto com os clientes e depois dar a liberdade e incentivo para que os trabalhadores inovem, como defende a Prio.

 

Afinal a inovação está na moda? Segundo Marco, os Portugueses sempre foram inovadores, desde os Descobrimentos. Comparando Portugal com a Europa, podemos considerar-nos inovadores e empreendedores, até porque somos reconhecidos por isso. Apesar disso, nem só de experiência ou juventude se faz a inovação, mas sim de um mix das duas. Muitas vezes a formação não tem grande significado, podendo ser bem sucedida numa área que não a suda de formação. não quer dizer. A equipa certa são as pessoas talentosas, inovadoras, motivadas. 

 

O pensamento empreendedor não é algo que nasce connosco, mas sim um mindset que se adquire, treina e desafia.

 

Nós, enquanto estudantes, podemos fomentar esse mindset de problem solver através de viagens, estimulantes da curiosidade, e da leitura. Para nos ajudar no passo da leitura, os nossos convidados deixaram algumas sugestões como “As ideias que mudaram o mundo”, “Change by desing”,“Creativity”, “The lean startup: temas de aprender e estar” e “Ready player one: ficção”.

Resultados Comissão de Curso 2019/2020

Caros colegas e alunos,
O processo para eleger os representantes dos estudantes presentes nas Comissões de Curso do DEGEIT em 2019-2020 decorreu na 2ª feira (2º ciclo e mestrado integrado) e na 3ª feira (1º ciclo) passadas.

Dicas infalíveis para te manteres “on point” na época de frequências

Chegou a primeira fase crítica da vida de um universitário: a época de frequências e o NEG está aqui para te dar umas dicas para conseguires sobreviver e manteres a motivação!

Resultados Comissão de Curso 2018/2019

O processo para eleger os representantes dos estudantes presentes nas Comissões de Curso para o presente ano letivo decorreu na passada 2ª feira dia 22/10 (2º ciclo) e na passada 3ª feira dia 23/10 (1º ciclo).

Guia do Novo Aluno